V Curso de Formação Política LC – Manual de Sobrevivência aos participantes.

20 de Maio de 2011

Não esqueça de levar seu "kit de sobrevivência"!


O dilema de Hamlet

19 de Maio de 2011

Mauro Iasi apresenta em seu livro uma reflexão teórica sobre a consciência – individual e de classe –, um dos temas mais complexos e relevantes da sociologia contemporânea, que desafiou particularmente a melhor produção teórica de fundamentação marxista do século XX, e tem em História e consciência de classe, de Lukács, um de seus textos pioneiros.

O estudo de Iasi dialoga com as obras e autores do campo marxista, como o próprio Lukács, Gramsci, Thompson e Goldmann, entre outros, mas desdobra-se para o campo estruturo-funcionalista, a sociologia compreensiva e autores contemporâneos como Foucault e Przeworski, configurando-se em uma lúcida e fundamentada revisão crítica e teórica sobre a militância política, poucas vezes realizada com sucesso por autores brasileiros.

Segundo afirma Sedi Hirano, professor titular do programa de pós-graduação do Departamento de Sociologia da USP, no prefácio escrito para este livro, “no estudo sobre consciência e consciência de classe de Iasi, os clássicos da sociologia moderna e contemporânea são crítica e comparativamente analisados, realçando-se os pontos aparentemente comuns, mas grifando as diferenças radicais que existem entre eles”.

Mauro Iasi demonstra que, dentro do paradigma marxista, com o qual se identifica, a dimensão dos indivíduos, que encarnam as relações sociais legadas pelas gerações passadas e agem sobre o mundo concreto das relações sociais objetivas, é fundamental para a formação da consciência de classe.

Nas palavras do autor: “É nesta difícil equação entre a parte o todo, seja na dimensão indivíduo-sociedade, seja na relação consciência individual e consciência de classe, que se encontram os problemas da análise sociológica e a chave para enfrentá-los. O desafio dos estudos práticos sobre as classes, assim como das reflexões políticas que orientam em cada momento a luta de classe, é articular estas dimensões de maneira a captar a dinâmica das ações e reações recíprocas que se estabelecem entre os momentos que constituem o todo”.

O dilema de Hamlet é uma instigante contribuição ao estudo da consciência de classe, escrita de forma leve mas carregando em si conteúdo original e ousado.

Indicação de livro


V Curso de Formação Política Lutar e Construir

19 de Maio de 2011

Nos dia 20, 21 e 22 de maio de 2011 estará acontecendo o V Curso de Formação Política organizado pelo Coletivo Lutar e Construir.
O Coletivo foi formado em 2008, em Feira de Santana, por estudantes do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Estadual de Feira de Santana e hoje reuni estudantes de vários cursos e trabalhadores, tendo como princípio básico a luta por uma sociedade justa e igualitária.
O Curso de Formação Política do Coletivo Lutar e Construir (LC) tem por finalidade contribuir para formação política de trabalhadores e estudantes.
Tendo como principais objetivos:
• Contribuir para formação política da classe trabalhadora, ampliando sua capacidade de diagnóstico e intervenção na realidade;
• Estimular o estudo da teória marxista como ferramenta para a ação política;
• Aprofundar os conhecimentos quanto ao método de diagnóstico e intervenção da realidade elaborada pela teoria marxista;
• Incentivar o engajamento de novos militantes no movimento estudantil e da classe trabalhadora, como agentes de embates políticos;
Programação:
20/05 [Sexta à NOITE] – Boas Vindas e Apresentação do Coletivo Lutar e Construir – cultural.
21/05 [Sabádo] – Cursos – Cultural
22/05 [Domingo] – Cursos – Encerramento
Local:
O curso é realizado na Chacará Caminhos das Laranjeiras, localizado em Governador Mangabeira – Bahia.

Serão realizados dois cursos:
Curso I
Como funciona a Sociedade I [20 vagas]
A sociedade em que vivemos, riqueza e probleza, a exploração capitalista, sálario, mais-valia, acumulação, Estado e ideológia.
Curso II
Como funciona a sociedade II [20 vagas]
As características fundamentais do capitalismo de acordo com o pensamento liberal e com a percepção dos trabalhadores. A crise do capital e intervenção do Estado na economia. Perspectivas e desafios para o movimento operário sindical.
Obs.: O segundo curso só poderá ser feito pelas pessoas que já fizeram o primeiro.
Valor:
R$ 20,00 para trabalhadores e R$ 15,00 para estudantes. Esses valores são utilizados para compra de alimentação e materiais para o Curso.
O curso é ministrado pelo NEP – Núcleo de Educação Popular 13 de maio, que possui mais de 25 anos formando a classe trabalhadora com uma qualidade reconhecida em todo o país.
Contamos com sua presença,
Coletivo Lutar e Construir


Greve dos professores da rede municipal em Feira de Santana

6 de Maio de 2011

Depois de enfrentarem uma greve de mais de 30 dias em 2010, os professores suspenderam as mobilizações mediante a assinatura de um Acordo entre a categoria e o executivo municipal, em 15 de junho. Dentre os pontos que faziam parte do referido acordo estavam: a Reformulação do Plano de Cargos e Salários do Magistério e o reajuste salarial dos professores de acordo ao Piso Nacional defendido pela CNTE. O acordo também estabelecia que caso a prefeitura tivesse dificuldade em pagar o piso, o mesmo seria feito de forma escalonada.

Passaram-se quase um ano e a única resposta que os professores receberam do executivo é de que o reajuste salarial para 2011 será de acordo ao índice da inflação (INPC) – que orça em torno de  5,9%. Quanto à reformulação do Plano de Cargos e Salários até hoje não saiu do papel. Dessa forma, o Executivo Municipal demonstrou que além de não cumprir com a palavra, tripudiou da categoria de professores e aos pais dos estudantes da Rede Municipal de Ensino ao desconsiderar o acordo assinado em 2010.

Diante disso, só restou à categoria a opção de ir para o enfrentamento, aprovando em assembleia o ESTADO DE GREVE, retomando a mobilização em massa no sentido de reivindicar deste prefeito o cumprimento da sua palavra e mais respeito aos trabalhadores da educação da rede municipal de Feira de Santana. 

PREFEITO: ACORDO RASGADO, PROFESSORES MOBILIZADOS!

GRUPO DE ESTUDOS EDUCAÇÃO EM DEBATE


Para que todos um dia sejam PRIME.

14 de Novembro de 2010

 

Pura ignorância daqueles que pensam que sentados no banco da rede bancária que mais lucra anualmente no Brasil, após aquele 31 de outubro em que foram às urnas decidirem com 54,5% dos votos que caberia a senhora Dilma o papel de mudar o Brasil, é se auto ludibriar  pensar que a mudança venha dessa forma parado, calado e resmungando.

Eu estava lá em uma fila infernal gigantesca de aproximadamente umas trinta pessoas, e mesmo com uma lei municipal que diz que o “cidadão” só pode permanecer no máximo quinze minutos em uma fila à espera da prestação de serviço bancária, fiquei eu ali por volta de 45 minutos esperando e analisando o que se passava em minha volta. Me chamou a atenção como que os símbolos que me cercavam naquele momento ajudavam a disseminar a idéia de sociedade de classes, tinha uma placa próximo a sala da gerência em que estava escrito atendimento preferencial, cliente “PRIME”. Ora! Na minha cabeça revolucionária e pensando pelo bom senso ali deveria ser o atendimento para gestantes, idosos, lactantes e pessoas com crianças de colo, mas vizinha a fila que eu me encontrava tinha outra fila que me negava o pensamento anterior, uma fila com uns dez a doze clientes da rede bancária que mais lucra anualmente no Brasil. Os clientes que deveriam ser atendidos imediatamente, esperavam o tempo que eu aos meus 21 anos deveria esperar, por lei, quinze minutos.

O que aconteceria se eu inesperadamente por todos que estavam ali começasse a gritar recitando a frase de uma música de Irmandade Brasmorra que estava pulsando em meu cérebro a todo instante? Poderia eu elevar meu punho e gritar: “povo ignorante nunca faz revolução… é isso que eles querem”. Poderia muito bem gritar tal frase para aquele rapaz que ficava contando dinheiro atrás dos caixas e pedindo rapidez no atendimento. Não adiantaria.

Falta a subjetividade para esse povo se movimentar e promover a mudança. Os trabalhadores que estavam ali no caixa da rede bancária que mais lucra no Brasil, apesar de estarem sempre com um sorriso no canto da boca, também são explorados (menos que os da fila em que eu estava é claro!) e são trabalhadores assalariados que ganham abaixo do salários previsto pelo  DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísiticas e Estudos, que é de 2100 reais.

Contudo, me chamou a atenção um bebedouro próximo a uma pilastra que ficava no centro da agência onde a todo momento as pessoas bebiam um copo d’água e retornavam para o seu lugar na fila, por não gostar de ser inconveniente deixei pra beber o meu copo d’água depois dos 45 minutos de espera para ser atendido. Finalmente fui atendido e estava me despedindo daquele espaço quando me dirigir ao bebedouro bonito com uma capa branca e bordado o nome “Bradesco”, peguei o meu copo e enchi de água e comecei a beber quando sentir um forte gosto de cloro, pra ser bem sincero nunca senti tanta vontade de destruir um bebedouro nem mesmo os que bebo água na universidade que estudo. Quer dizer, a rede bancária que mais lucra anualmente em todo o Brasil além de não cumprir leis serve uma água aos seus clientes, que não são “PRIMEs”, de torneira que se confunde com cloro.

Eu, enquanto um jovem revolucionário, estudante e de perspectivas comunistas para o futuro deste povo engoli minha água, e já devo com certeza ter excretado por aí, saí daquela rede bancária pensando em uma das frases mais clichê que ronda os pensamentos daqueles que analisam o mundo hoje: “O que está acontecendo com o mundo, o que estamos deixando para os nossos filhos e netos?”. Cheguei a conclusão de que acumulo em mim e passo adiante às gerações que virão indignação e ódio a esse sistema capitalista que segrega e destrói e deixarei também enquanto professor pouco a pouco  a subjetividade que falta para esse povo construir a revolução e transformar esta sociedade naquela em que todos os seres humanos serão PRIMEs, a sociedade comunista.


Curso de Formação Política do Lutar e Construir

14 de Novembro de 2010

O Curso de Formação Política Coletivo Lutar e Construir é um evento de âmbito local que tem por finalidade contribuir para formação política de trabalhadores e  estudantes.

O evento é realizado duas vezes por ano. Tendo como princípais objetivos:

  •  contribuir para formação política da classe trabalhadora, ampliando sua capacidade de diagnóstico e intervenção na realidade.
  • Estimular o estudo da teória marxista como ferramenta para a ação política;
  • Aprofundar os conhecimentos quanto ao método de diagnostico e intervenção da realidade elaborada pela teoria marxista;
  •  Incentivar o engajamento de novos militantes no movimento estudantil  e  da classe trabalhadora , como agentes de embates políticos;

     semestre o curso será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2010.

Sexta-feira : 18:00 às 22:00 horas.

Sabádo/Domingo das 8:00 às 17:00 horas.

Local: Chacará Caminhos das Laranjeiras. Governador Mangabeira Bahia.

Saída da UEFS sexta-feira às 17:00 horas em frente ao módulo III.

Serão realizados dois cursos. O segundo curso só poderá ser feito pelas pessoas que já realizarão o primeiro.

Como funciona a Sociedade I. – 20 vagas.

A sociedade em que vivemos , riqueza e probleza, A exploração capitalista, sálario, mais-valia, e acumulação, Estado e ideológia.

Como funciona a sociedade II – 20 vagas

As caracteristicas fundamentais do capitalismo de acordo com o pensamento liberal e com a percepção dos trabalhadores. A crise do capital e intervenção do estado na econômia. Perspectivas e desafios para o movimento operario sindical.

Valor: R$ 30,00 para trabalhadores. R$ 20,00 para estudantes.

O curso é ministrado pelo NEP – Núcleo de Educação Popular 13 de maio. Mais de 25 anos formando a classe trabalhadora com uma qualidade reconhecida em todo país.


IV CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA DO COLETIVO LUTAR E CONSTRUIR

13 de Novembro de 2010