MOÇÃO DE APOIO A MOBILIZAÇÃO DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL


Nosso coletivo político ao reconhecer legítima a mobilização dos professores da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana, vem manifestar-se por meio desta, sua solidariedade e apoio aos trabalhos realizados por esta categoria. Após enviarmos representantes do nosso grupo para acompanhar a Assembléia dos Trabalhadores de Educação da Rede Municipal de Ensino, promovida pela APLB-Sindicato no dia 15 de julho de 2009, pudemos reconhecer a importância das decisões retiradas neste foro para um bom andamento da melhoria do processo educacional no que tange: ensino-aprendizagem; valorização profissional; melhoria das condições de trabalho entre outros que integram as escolas da Rede Municipal.

A partir das falas que foram construídas na Assembléia e das informações dadas pelos professores que fazem parte deste sindicato, pudemos constatar que a mobilização vem apresentando algumas conquistas para a categoria. Os professores apresentaram-se mais confiantes com relação a este processo de mobilização, uma vez que houve uma construção que se propôs, de fato, coletiva, ou seja, os professores da base deste sindicato colocaram-se disponíveis a darem suas contribuições, rompendo assim com a idéia de que o sindicato é campo de intervenção apenas dos seus diretores. Devendo o Sindicato acatar e colocar as idéias aprovadas pela BASE em PRÁTICA, pois quem dá a direção dos Sindicatos sempre foram e sempre serão as BASES. Também algumas pautas de reivindicações, frutos de pressão da categoria e não de uma concessão benevolente do governo, já colocam os gestores na condição de negociação com os representantes da comissão de negociação. Isso reflete o temor de possíveis avanços na organização de lutas desta categoria.

Contudo, consideram-se necessárias que algumas pautas tenham um tratamento mais sério por parte deste governo e uma atuação mais contundente deste coletivo que se propõe continuar em mobilização. Uma delas refere-se ao reajuste imediato de 12% – e não 5,6%, conforme foi indicado de forma arbitrária por este governo -, como forma de reposição da defasagem dos salários dos professores. Esta pauta é importantíssima, uma vez que ela consegue atingir à totalidade dos professores em efetivo serviço, e não apenas a setores da categoria que estão em níveis e referências mais avançados. Cidades como Amélia Rodrigues e São Gonçalo dos Campos já incorporaram esse reajuste, no entanto, na Princesa do Sertão esta realidade anda não se concretizou.

Também pudemos identificar a insatisfação com o tratamento irresponsável tanto do executivo municipal quanto do Conselho do FUNDEB no repasse detalhado das verbas referentes ao pagamento dos professores. Isso demonstra que esses senhores não estão comprometidos com uma gestão transparente, democrática e que possa abrir canais para a participação popular no controle social dos gastos públicos.

Ao exibir um vídeo na assembléia apresentando o quadro de abandono das escolas da rede municipal, as e os professores comprovaram o seu desejo da melhoria das condições de trabalho e estudo. Ao mesmo tempo, o executivo municipal, representado na figura maior do excelentíssimo prefeito, o Senhor Tarcísio Pimenta, alega que é necessário um pouco de cautela, pois esta é uma nova gestão. Curiosamente, no ano de 2008 – ano eleitoral – o discurso era outro. Naquele período o candidato a prefeito afirmava que a sua gestão seria o TERCEIRO MANDATO, ou seja, que daria a continuidade ao programa de oito anos elaborados pelo ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho. Contudo, a covardia se apoderou do atual grupo político que se beneficia de uma popularidade obtida por meio de manipulação da mídia, que construiu a imagem do ex-prefeito José Ronaldo enquanto grande gestor, e agora não quer assumir uma maldita herança estampada na grande maioria das escolas municipais e na indignação – muitas vezes contida – dos professores quando estes avaliam que os oito anos de intensos processos de PRECARIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO FEIRENSE.

Por último pudemos constatar que a base precisa está cada vez mais fortalecida. Para categoria vem sendo ao longo desses anos usurpado o direito de participação na construção de um sindicato forte e combativo. Essa situação foi apontada pelos professores como desmotivador, além de não se reconhecerem na ação dos diretores que, escancaradamente, preferem o “acordão” com o executivo municipal, muitas vezes suprimindo o debate de idéias pelo jogo da conciliação, a comprometer-se com os interesses imediatos, mediatos e históricos desta categoria.

Desta forma o coletivo – Lutar e Construir – grupo que reúne professores e estudantes, objetivando a construção de uma sociedade justa e igualitária, e a melhoria da Educação Pública, aproveita a oportunidade para parabenizar as e aos professores em mobilização e reafirmar seu apoio em defesa a luta pelo direito historicamente conquistado de uma EDUCAÇÃO PÚBLICA E DE QUALIDADE PARA TODAS E TODOS!!!

 

Coletivo Lutar e Construir

Feira de Santana- BA, Julho de 2009.

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