LUTAR E CONSTRUIR E AS ELEIÇÕES 2010.


            O coletivo lutar e construir é coletivo que reune trabalhadores e estudantes  em torno de lutas e de ações de formação política, que contribuam para construção de uma sociedade que tenha como requisito básico a inexistência das classes e o estabelecimento de toda uma outra ordem de relações humanas. Negando elementos como o individualismo, e a competitividade tão comuns nos período atual.

Com base em seus princípios e diante do momento em que vive o país de eleições parlamentares, o coletivo Lutar e Construir  no último dia 25 de Setembro realizou um Seminário Interno onde foi discutido o  funcionamento, princípios e projetos de organizações partidárias e alguns movimentos sociais. Ao fim do seminário, na avaliação do mesmo, indentificamos a necessidade de  apontar a posição do grupo sobre as eleições 2010. É esta posição que, neste texto, socializamos com a população.

            Partimos do pressuposto de que em uma sociedade de classes não existe a possibilidade de uma posição neutra. Portanto, movimentos sociais e partidos, sabendo ou não, se posicionam a partir de um objetivo que atende aos interesses de uma ou outra classe.

            O Lutar e Construir toma a posição de organizar suas ações tendo os interesses concretos (independente de vontades individuais) da classe trabalhadora, baseado no projeto histórico socialista e da teoria marxista.

            A partir deste pressuposto, conhecedores do papel do Estado em uma sociedade de classes, que avaliamos que não será pela via eleitoral que poderemos alcançar a sociedade que atenda aos interesses concretos de toda humanidade: comunismo (tendo o socialismo como transição).

            Admitimos, no entanto, que a depender do contexto histórico, a via eleitoral pode se constituir como um, e não único, dos passos do processo de transformação radical da sociedade capitalista. Um tipo de por dentro (eleitoral) e por fora (outras vias). A partir disso partimos para avaliar o programa dos partidos ditos de esquerda na “luta” para serem eleitos.

            O que concluímos é que todos apresentam um programa eleitoral rebaixado em relação aos interesses da classe trabalhadora. Palavras como “revolução, ruptura, fim da propriedade e socialização das produções” são substituídas por “reformas, diminuição dos juros, redução da miséria, reforma agrária, liberdade, democracia, aparelhamento da polícia e diminuição da exposição aos riscos sociais”.  

            Diante deste panorama não comungaremos com a idéia de escolher sobre o que é “menos pior” para a classe trabalhadora. Dizemos não à política de conciliação de classes! Esta, nós já conhecemos.

            Concluímos apontando que o momento nos inspira uma consistente avaliação crítica dos programas desenvolvidos pelos partidos políticos, avaliação que deve ser desenvolvida com base na teoria marxista.  Para  que possamos  ao entender o afastamente de tais programas dos caminhos necessários a vitória da classe trabalhadora enquanto classe, possamos seguir  nosso caminho , que na conjuntura atual passa por uma formação da teoria marxista de forma consistente de formas de organização que antinja o seio da classe trabalhadora. 

                                        lutarconstruir@googlegroups.com

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: